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Com tantas atrações na Semana da Comunicação parecia difícil escolher a melhor opção. Porém muitos alunos se atraíram pela oficina Media trainning organizada pelo Diretório Acadêmico, Tupac Amaru. Já no corredor que dá acesso ao estúdio TV, se estendia uma fila com cerca de 30 pessoas. Um dos responsáveis anunciou que não poderiam entrar todos porque o local não tinha capacidade para mais de 20 estudantes.

A indignação foi de imediato, todos queriam entrar e entraram. A condição foi se aglomerar no chão ou assistir a oficina de pé. E assim foi feito, devagar todos se sentaram na laje fria do estúdio de TV da graduação. A palestrante Ana Cássia Hennrich chegou às 20h10min acompanhada da também jornalista Cátia Bandeira. Ambas mostravam – se surpresas e felizes com o grande público inesperado.

Entraram firmes e sorridentes no estúdio, apresentando imponência e simpatia. Depois fui saber que fazia parte da estratégia para se ter bons resultados na primeira impressão. O discurso inicial também chama a atenção dos alunos. Ana Cássia fala algo diferenciado e esperançoso: “O mercado de trabalho para comunicação não está saturado, mas sim competitivo”. Essas palavras brilharam os olhos de muita gente e enche de esperança quem sonha com um futuro de sucesso. A jornalista enfatiza que para quem tem qualificação e mostra um diferencial, é possível conquistar seu espaço.

Para ter seu lugar desejado na profissão é preciso muita técnica, objetivo, dedicação e talento. Ana Cássia e Cátia dão uma força para quem quer ficar diante das câmeras, por exemplo. Enquanto estiver gravando sempre olhar direto para as câmeras, movimentando as mãos sutilmente, deixando-as na altura do umbigo. Para verificar se todos tinham entendido a lição, Ana Cássia pediu para que os presentes se apresentassem, olhando em seus olhos como se eles fossem a lente da câmera.

Outra orientação foi como se portar e se apresentar para um cliente. Se manter no eixo corporal, ou seja, ter uma boa postura e mostrar-se segura com as informações. “Imaginem se eu tivesse chegado aqui toda para baixo, vocês achariam que eu era uma insossa, uma idiota”, diz Ana. Ela explica que a a primeira impressão que deixa nas pessoas é importante para começar a ganhar credibilidade. Além disso, a vestimenta é fundamental para transmitir empatia e confiança nas pessoas.

O que as duas jornalistas deixaram de mensagem aos estudantes é que a determinação é a chave para as conquistas. “Se vocês querem vocês conseguem, tem que traçar um objetivo e seguir sempre”. Assim a maioria saiu com entusiasmo e uma minoria sem entender tanto ânimo se os professores continuam com o mesmo discurso.

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Como meio de divulgar a campanha VW Route na Unisinos, a Volkswagem promoveu palestra sobre o seu CRM (Customer Relationship Management) da empresa. O ministrante foi o coordenador do projeto no Brasil, Humberto Silva. O evento iniciou às 20h com um pequeno público presente no Auditório Central.

A idéia começou a surgir em 2001, onde iniciaram as discussões e apenas em 2005, o projeto foi posto em prática. Humberto trabalha há 7 anos na Volkswagem e afirma que o atendimento ao cliente, antes da inserção do CRM era feita de forma fria. Por este motivo eles foram em busca de uma nova fórmula para fazer o marketing da empresa e deixar de lado o tradicional.

O CRM vem para criar uma nova relação com os clientes com ênfase em quatro iniciativas: Identificar, diferenciar, interagir e personalizar os consumidores. A personalização do carro é considerada uma ferramenta importante nesse briga pela atenção do público. Porém o coordenador deixa claro que essa atitude custa caro e só está ao alcance da elite. “Eu vou investir em quem vai gastar dinheiro comigo”, afirma Silva e acrescenta: “Tratar clientes diferentes de forma diferente sem distratar, dando atenção à todos”.

A Volks conta com seis pontos de contato que são destacados pelo coordenador: funcionários, canais eletrônicos, vendas especiais, central unicard, concessionárias e central de atendimento. Segundo Silva todos esses “nós” existentes na emprensa devem ser capacitados para cada vez mais melhorarem o atendimento dos consumidores. “Tem que enxergar o cliente da mesma forma, independente como ele entrou em contato com a Volks”.

Para estabelecer uma rede de conhecimento dentro da empresa, Silva afirma que deve haver uma conscientização do público interno. Ele diz que todos tem entender a necessidade da mudança cultural, fazendo uma troca de experiências com outros setores.

E o público externo como conquistá-lo? Humberto Silva responde que uma estratégia que vem dando certo é conhecer a preferência de carro do cliente. Ele cita o exemplo das pessoas apaixonadas pelo Golf. “Fazemos um convite para aquele que é fã do carro para conhecer o novo modelo e a fábrica”. Ir direto ao foco é mais fácil do que atirar sem alvo certo. Silva diz que a ferramenta mala direta é defasada e apresenta uma pequena porcentagem de ser efetiva.

“Eu sei que vou te amar, por toda aminha vida eu vou te amar” com o trecho da canção de Vinícius de Moraes a mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, descreve seu perfil no Orkut. Em sua nova página a mãe recebeu mais de 100 mil recados de solidariedade ao luto de Ana Carolina.

Os recados se acumulam e o teor destes se repetem. A maioria do público mostra comoção com a situação da mãe da garota. Alguns pedem a ela que adicionem e aceite como amiga. “Entra na minha página me faz o convite quero seu sua amiga ai eu acc vce ta no meu orkut”, diz Andrezza Vialdini

Outras falam de seus sentimentos quanto a tragédia e invocam a religião como conforto, como a Luzimeire Silva: “Ana estou passando para te desejar muita força!!! Porque só Deus mesmo para de dar o conforto para suportar tamanha dor, mas lembre que o Brasil inteiro está com vc e que  realmente a justiça seja feita para essa monstrualidade”.

O site de relacionamento Orkut, por ser um dos mais acessados, também é onde se encontra a maioria das declarações de revolta contra o crime e exigindo justiça. Mais de mil usuários colocaram ao lado de seu nome a frase: “Luto Isabella Nardoni”, como a porto-alegrense Priscilla.

Outras tiram toda a identificação para expor a indignação, utilizando frases similares a esta: “Luto em memória, Isabella Nardoni”, escrita por uma anônima que usa também a foto da menina. Ela recebe mensagem de usuários se remetendo como se a página pertencesse a Isabella.

Entre declarações de adultos, há também recados de crianças sensibilizadas com a morte de Isabella. Como por exemplo o Cristiano Vieira Junior que escreve: “Fiquei triste com o acontecido eu tambem sou criança você está com jesus”. O garoto Guilherme Pazinato se apresenta e a elogia: “oi eu sei que nao te conheso mas eu acho voce linda e eu fique i chocado mas senpre vo achar voce linda”.

As comunidades do Orkut relacionadas ao assassinato aumentam a cada dia e atualmente somam a quantia de 886. Todos utilizando o nome da garota e enfatizando o luto estabelecido entre os brasileiros. Algumas comunidades ultrapassam o número de 150 mil integrantes.

No Facebook a história é diferente, não se encontra nada relacionado ao nome de Isabella Nardoni. No Technorati localiza-se posts do público com diferentes opiniões desde a revolta com a cobertura jornalística, principalmente questionando a maneira que foi conduzida a entrevista do casal feita pelo jornalista.

Há cerca de 20 vídeos da garota neste site, a maioria é de cidadãos que demonstram com homenagens sua indignação ao ato cruel através de montagens de fotos e mensagens como este vídeo abaixo.

O Ministério da Educação confirmou na noite desta terça-feira o nome do professor aposentado Roberto Aguiar, 67, como reitor temporário da UnB (Universidade de Brasília). Aguiar foi o mais votado entre os três nomes indicados pelo Conselho Universitário da instituição para assumir temporariamente o cargo.

O anúncio do novo reitor foi feito pelo secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Ronaldo Mota, ao lado do ministro Fernando Haddad (Educação) e de Aguiar.

Hoje à tarde, Aguiar disse já sabia quais seriam suas prioridades caso fosse confirmado no cargo. Ele disse que vai apelar aos alunos para que liberem o prédio da reitoria onde estão acampados desde o último dia 3, rever as contas da universidade e investigar os contratos da instituição com as fundações.

Na ocasião, Aguiar afirmou que não pretende usar carro oficial nem apartamento funcional destinado ao reitor. Ao discursar para professores, alunos e servidores, ele apelou para que todos contribuam para resolver a crise que instituição passa.

“Não temos mais tempo de pequenos grupos. É o momento de grandeza. Nós passamos e a entidade fica. Nós passamos e deixamos uma marca de ética. É o momento histórico da universidade”, afirmou.

Aguiar evitou confirmar se vai realizar eleições paritárias para escolha do novo reitor –nas quais o voto dos professores, alunos e servidores tem o mesmo peso– como reivindicam os estudantes. Mas disse realizar as eleições no menor tempo possível é uma de suas metas

Paulista, Aguiar foi secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, assessor do Ministério da Educação na gestão do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) e professor da Faculdade de Direito da UnB por 20 anos.

Aguiar foi o mais o votado pelo Conselho Universitário da UnB durante reunião realizada hoje. Ele teve 40 votos. A professora Lourdes Bandeira recebeu 31 votos. Já o professor Gileno Marcelino obteve 24 votos.

Fonte: Folha Online

Prestes a concluírem os laudos sobre a morte de Isabella Nardoni, de 5 anos, peritos do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo juntam pistas para tentar esclarecer o crime. Até o fim da tarde desta terça-feira (15), eles já sabiam que a menina tinha um corte de 0,5 centímetro na testa quando caiu e que o agressor dela era adulto.

Outra indicação da perícia é que não havia marcas de unha no corpo. Isabella tinha lesões no pescoço e manchas no pulmão, além de unhas, orelhas e bocas arroxeadas, sinais de que ela poderia ter sido asfixiada.

“Os vestígios devem mostrar qual foi a dinâmica envolvida, o que aconteceu ali. É o que a gente espera”, diz Adilson Pereira, perito criminal, diretor do Núcleo de Física do IC.

Outra possível pista investigada pela polícia é uma mancha no colchão do quarto dos irmãos de Isabella, que se assemelha a uma marca de sangue.

A busca de novas pistas não pára. Os advogados de defesa levaram na segunda-feira (14) para a delegacia uma sacola de roupas que foram requisitadas pela polícia. São três peças: duas usadas pela madrasta no dia do crime e uma usada pela menina no supermercado – seis horas antes de morrer. As peças já tinham sido lavadas pela mãe de Anna Carolina Jatobá.

“Sempre que um vestígio é submetido a algum tipo de ação externa, prejudica”, afirma Adilson Pereira.

Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia técnica podem fornecer informações importantes para a investigação. Com a análise das roupas, das amostras de sangue e dos exames feitos no corpo de Isabella a polícia espera esclarecer questões que ainda estão sem respostas.

Até esta terça-feira os peritos já foram sete vezes ao prédio em busca de pistas. Na investigação, estão sendo usados os mais sofisticados equipamentos à disposição da polícia técnica no Brasil. Os laudos periciais podem ficar prontos ainda esta semana.

“A perícia não busca só culpados, busca também inocentes. Então, pode haver tanto um direcionamento para o autor como não. Nós buscamos a verdade.”, afirma Pereira.

Fonte: Globo.com

De olho nos flips

O surgimento acelerado de novos meios de informação acarreta a transformação de mídias. O jornal impresso que alguns teóricos acreditam que está com seus anos contados. Para reforçar a idéia ele está sendo disponibilizado através do flip, uma ferramamenta que permite a visualização do jornal impresso de forma digitalizada. Porém a qualidade apresentada nestes conteúdos nos sites é inferior.

Como diz a teoria de McLuhan a mensagem se transforma quando é mudada de meio. Ou seja um mesmo conteúdo será lido de forma diferente (mensagem), pois o meio, que neste caso é a mídia também se difere. McLuhan explica que o meio forma o conteúdo e o transforma em mensagem, como é o caso desta modificação que passa de uma mídia para outra com um mesmo material.

O flip da Zero Hora é o mais completo e que apresenta melhor qualidade, pois o leitor tem condições de ver todas as matérias com nitidez. O desconforto pode ser o outro lado da moeda, porque só é possível ver o conteúdo utilizando a ferramenta Zoom, o que resulta na uso das barras de rolagem para a visualização na íntegra do texto.

O Jornal do Brasil apresenta um flip precário, pois só é possível ver as imagens do jornal, a ordem das notícias e a diagramação. O mais importante não é visível que é o conteúdo do texto. Esta ferramenta está disponível neste site apenas como um troféu da tecnologia, porém não é funcional.

A Revista PIX 18 tem destaque pelo seu colorido distribuído em todas as páginas. Muitas fotos acompanham os textos pequenos que tem como pano de fundo cores fortes que atrapalham o conteúdo escrito. Algumas partes o material fica pequeno demais para ser lido e não há a ferramenta do zoom para ser utilizada.

O tempo que se dispõe para a leitura da impressão digital é muito maior. Nos tempos atuais o flip é mais útil quando se busca algo específico dentro do material, porque não é um meio ágil para ser usado diariamente. Como diz McLuhan, a leitura que o receptor faz na internet será diferente da leitura do jornal impresso, conclusão: “O conteúdo de um meio será outro meio”.

O fantástico apresentador

Zeca Camargo em entrevista coletiva antes da palestraZeca Camargo subiu ao palco do Anfiteatro Padre Werner às 19h53min e começou a palestra logo após o discurso da Diretora de Graduação da Unisinos, Paula Callefi, que segundo avaliação do palestrante parecia um texto de uma revista feminina que pula de anos em anos rapidamente, como uma linha do tempo desregrada.De forma breve, contou sua passagem pela TV Cultura e sua participação na revista Capricho, onde ajudou a “esquentar” o conteúdo. “A Capricho era uma revista fria, que ficava pronta um mês antes de ir para as bancas, conseguimos fazer ela quente”, lembrou.

O foco dado para a palestra foi sua trajetória profissional, enfatizando sua participação na MTV praticamente como um fundador na construção da emissora. Zeca Camargo ainda fala das dificuldades do iniciante canal que muitas vezes sofria com a falta de pautas. “O desenvolvimento das pautas era difícil pela linguagem jovem que surgia nas telas, o grande mote foi o Movimento das Caras Pintadas”, contou. Ele lembra que naquela época não havia muitos eventos direcionados aos jovens e o que era mais relevante era o lançamento de um vídeo clip de famosos, então todos ficavam esperando tal acontecimento para ser publicado. Ainda revela: “A MTV foi uma grande peça que pregaram em mim, pois me pegaram como apresentar sem eu ao menos ter trabalhado em TV”.

Cerca de 800 pessoas conseguiram entrar no anfiteatroO apresentador do Fantástico diz que quando foi para a Rede Globo sentiu a pressão de estar em um universo muito maior de exposição que suas informações deveriam ser ampliadas. Antes ele só entrevistava adolescente e passou a ter que falar com todos os tipos de grupos da sociedade. Para ele a revista eletrônica tem uma grande liberdade de formato sendo no início um “teatro de ensaio” que se tornou compensador para sua carreira.

“A televisão é um produto, tem que fazer bem feita para ser vendida”, assim definiu o palestrante aos alunos, acrescentando que a qualidade da TV está ligada diretamente a vontade de surpreender as pessoas dando a informação com criatividade. Para reinventar o programa Fantástico, Camargo, aposta em quadros diferenciados como falar de filosofia de forma simples e acessível ao público usando exemplos do cotidiano.

Sua maior inovação foi sua viagem de volta ao mundo, onde os telespectadores escolhiam o país que ele iria visitar, com imagens transmitidas via internet. “A viagem tinha uma logística incrível. Eu nunca tinha noção do que me aguardava”, ironizou. Além da renovação dos formatos apresentados na TV, ele acredita que seu sucesso nos lugares onde trabalhou, se dá também pela sua vontade de reportar: “Fazer reportagens e entrevistas é uma das coisas mais maravilhosas do mundo”.